Vereadora e mais 6 são indiciados por venda ilegal de terreno em Alagoas

Eles vendiam terrenos em Marechal Deodoro e lucraram R$ 2,4 milhões. Segundo a polícia, dentre os suspeitos estão ex-militares.

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A Polícia Civil de Alagoas indiciou uma vereadora e sete pessoas, dentre elas ex-militares, por venda ilegal de um terreno e dois loteamentos no município de Marechal Deodoro, Região Metropolitana de Maceió. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (18).

Os suspeitos foram presos na operação Terra dos Marechais, desencadeada no dia 27 do mês passado. O inquérito já foi concluído e as pessoas envolvidas, indiciadas. A reportagem do G1 não conseguiu contato com nenhum dos envolvidos.

Os três primeiros indiciados são da mesma família e foram identificados como João Reinaldo de Sena, vulgo “porquinho”, e suas filhas, a vereadora do município de Marechal, Larissa Ruana Pereira Lopes de Sena, e Luana Cristina Pereira Lopes de Sena.

Segundo a polícia, eles venderam um loteamento chamado “Jeová Jireh”. As investigações apontam que o grupo adquiriu uma área de terras de forma fraudulenta, sem pagar ao proprietário original e passaram a revender os loteamentos.

De acordo com o delegado Rodrigo Colombelli, que concluiu o inquérito, foram vendidos cerca de 197 lotes de tera, cada um no valor de R$ 12 mil, gerando uma arrecadação de cerca de R$ 2,4 milhões.

“Os lotes eram vendidos mesmo sem estarem devidamente regularizados junto à Prefeitura, e sem que os indiciados fossem os proprietários dos mesmos”, explicou o delegado. Porquinho e as duas filhas foram indiciados por estelionato, parcelamento irregular de solo e associação criminosa.

Os outros quatro indiciados foram identificados como José Paulo Roque de Archanjo, o “Sargento Roque”, Eronildo dos Santos Costa, José Luiz da Silva, o “lula”, e Tonny Rayf Carvalho Pinto, conhecido como “Engenheiro Tony”. Todos são ex-militares.

De acordo com o delegado, eles adquiriram uma área de terras e não fizeram o pagamento integral da área e ainda devem mais de R$ 700 mil ao dono anterior. O loteamento se chama “Acauã”.

Mesmo sem realizar todo o pagamento, o grupo passou a vender áreas no local.

O inquérito aponta que o loteamento foi rapidamente vendido, pois o grupo organizou estratégias levando até a Associação dos Sub-Tententes e Sargentos Militares (Asmal) um projeto do local aos militares. Eles chegaram a fretar um ônibus para levar os associados para conhecer o loteamento.

Os quatro envolvidos dividiram os lucros das vendas dos lotes entre si e não pagaram o valor pela aquisição do terreno e nem devolveram qualquer quantia às vítimas.

Mesmo diante da ilegalidade do empreendimento e cientes das inúmeras reclamações das vítimas que, apesar de pagarem pelos lotes estão impossibilitadas de edificarem no loteamento, os indiciados continuaram as vendas e recebendo as parcelas dos que já haviam vendido.

“No caso do Loteamento Acauã, os indiciados incidiram nos ilícitos de parcelamento irregular de solo urbano e estelionato, pois venderam terrenos em desacordo com o disposto na lei de parcelamento de solo urbano, bem como venderam terreno que sequer possuíam, pois deviam suntuosos valores ao legítimo proprietário”, afirmou o delegado.

g1

18/11/2016

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