Servidores do Samu participam de palestra sobre os males do tabagismo

Ação ocorreu nesta segunda-feira (13), no auditório do órgão, em Maceió

OMS prevê que, se nada for feito, em 2020 o vício do cigarro levará mais de 10 milhões de pessoas à mortes.
OMS prevê que, se nada for feito, em 2020 o vício do cigarro levará mais de 10 milhões de pessoas à mortes.

Com o propósito de conscientizar os servidores sobre os males do tabagismo, socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) participaram, nesta segunda-feira (13), de uma palestra sobre os males que o tabagismo provoca.  A palestra fez parte do Dia Mundial de Combate ao Tabagismo, que foi comemorado em 31 de maio.

Um estudo do Instituto Nacional do Câncer (Inca) demonstra que entre os brasileiros que consomem cigarros industrializados cresceu a proporção daqueles que fumam cigarros de origem ilícita. Em 2008, por exemplo, 2,4% dos fumantes obtinham cigarros provenientes do mercado ilegal e, em 2013, o percentual passou para 3,7%. Os dados foram apresentados no último dia 28 de maio deste ano.

“Apesar de ter diminuído o número de fumantes no Brasil e em Alagoas, ainda é grande o número de pessoas com problemas de saúde, especialmente cardiovasculares, respiratórios e também com câncer. Daí a importância da palestra”, salientou o supervisor do Samu Maceió, Lucas Casado.

De acordo com a coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Vetrúcia Teixeira, o fumo vicia tanto quanto o crack e cada pessoa tem o momento certo para deixar de fumar. Um familiar ou um amigo não pode forçar a barra; o correto é acolher a pessoa, disse a coordenadora.

Segundo ela, o problema do vício é tratado por meio dos grupos de fumantes. Algumas instituições têm profissionais habilitados para realizar o tratamento inicial, como Hospital Universitário (HU) e Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). A pessoa que precisa de ajuda deve telefonar para 3315–1907, que vai receber as orientações necessárias para iniciar o tratamento.

“Às vezes uma pessoa inicia o tratamento e abandona. Daí a importância do apoio, também, do profissional de psicologia para realizar um processo psicoterápico, caso seja necessário”, destacou a coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Vetrúcia Teixeira.

Segundo a coordenadora, o número de fumantes vem diminuindo. O papel das campanhas publicitárias e uma legislação mais rígida são fundamentais para restringir o consumo de tabaco em locais públicos. O fumo representa um risco grave para saúde, mesmo assim, 7,2% da população adulta ainda é fumante, comentou. Os dados são baseados na estatística de 2014.

“Foi uma palestra rica de informações. Muitas verdades foram discutidas, principalmente sobre a indústria que se articula para vender o cigarro e tornar as pessoas com vícios”, salientou o servidor Hildebrando Cabral Gomes, destacando que o consumidor é o que mais perde, uma vez que é induzido ao vício por motivos banais. “A falta de informação durante o período escolar e também o desconhecimento da família são alguns pontos que precisam ser melhorados para que a pessoa não se torne fumante”, concluiu.

A OMS prevê que, se nada for feito, em 2020 o vício do cigarro levará mais de 10 milhões de pessoas à morte, por ano. No Brasil, mais de 300 pessoas morrem por dia em consequência do hábito de fumar.  Os dados mostraram, também, que 82% dos casos de câncer de pulmão no Brasil são causados pelo fumo e 83% dos tumores de laringe estão relacionados ao tabagismo.

Arnaldo Santtos – Agência Alagoas.