Ressocialização torna sonho de reeducandas possível com projeto Lêberdade

A leitura abre um universo de possibilidades. No Complexo Penitenciário, desde abril do ano passado, as reeducandas do Presídio Feminino Santa Luzia têm ampliado seus conhecimentos graças ao projeto Lêberdade. A iniciativa das Secretarias da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e Educação (Seduc), em parceria com o Tribunal de Justiça (TJ), tornou a leitura uma rotina diária na vida das internas.

Com seis ciclos concluídos com sucesso em 2017, a Gerência de Educação, Produção e Laborterapia da Seris iniciou nesta semana uma nova etapa do projeto. Neste ano, nove ciclos estão previstos, dando a possibilidade de remição de até 36 dias para aquelas que cumprirem com os requisitos previstos no processo.

A gerente de Educação, Produção e Laborterapia, agente penitenciária Andréa Rodrigues, destaca o empenho e participação da equipe e das reeducandas inseridas no projeto. “Trabalhamos em uma engrenagem. Recebemos o apoio da monitoria, da gerência e dos agentes penitenciários para efetivar todas as atividades. Mas todo esse esforço só é possível graças as reeducandas que aceitaram e abraçaram essa oportunidade”, disse.

“Se depender de nossa equipe, o Lêberdade crescerá cada vez mais. Agradeço ao secretário da Ressocialização, coronel Marcos Sérgio, e demais colaboradores. Vamos continuar firmes e fortes neste ano para que essa e outras ações da educação perdurem no sistema prisional”, completa.

Geise dos Santos é uma das reeducandas que participam do projeto desde o início das atividades. Para ela, a iniciativa traz benefícios além da remição. “Superei as dificuldades do passado para ler, interpretar e escrever com consciência. A sensibilidade de viajar e sair daqui por alguns momentos é fantástica. Precisamos nos qualificar de forma permanente, conhecer pessoas e personagens através do universo literário”, revela.

Os bons resultados do projeto não aparecem apenas no português, mas também no comportamento dentro da unidade, como destaca a chefe do Presídio Feminino, agente penitenciária Geórgia Hilário.

“A educação é fundamental para tentar transformar a vida de alguém, seja ele encarcerado ou não. O fato de você conseguir criar no cárcere perspectiva de vida e ainda produzir sonhos na cabeça dessas mulheres para o pós-cárcere é algo muito positivo, faz com que elas idealizem boas ações para a vida”,  destaca.

Quem quiser conhecer e/ou doar livros para o projeto Lêberdade deve procurar a Gerência de Educação, localizada na Fábrica da Esperança, situada no Complexo Penitenciário, ou entrar em contato com os profissionais do setor através do número (82) 3315-1757.

Ascom – 05/05/2018

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