Quarto suspeito na morte de Abinael recebeu R$ 2 mil, afirma delegado

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A Polícia Civil apresentou nesta quinta-feira (21) o quarto e último suspeito de participar da morte do gestor de marketing Abinael Ramos Saldanha. De acordo com polícia, Jonathan Barbosa de Oliveira, 24, recebeu R$ 2 mil para participar do crime.

Outras três pessoas já estavam presas. O suspeito estava escondido na cidade de Lagedo, em Pernambuco, até se entregar, na última quarta (20). A polícia afirma que a participação dele foi dirigir o carro que levou os suspeitos ao local da emboscada e trazê-los de volta após o crime. O suspeito admite que deu carona aos outros presos, mas diz que não sabia que eles iam cometer o assassinato.

Abinael desapareceu no dia 15 de junho. Ele foi vítima de uma emboscada após sair da casa da noiva, no bairro da Santa Lúcia, e o corpo só foi encontrado uma semana depois em um canavial de Rio Largo, município da Região Metropolitana de Maceió.

Na mesma semana, foram presos Ericksen Dowel da Silva Mendonça, apontado como mandante do crime, e Jalbes Ferreira da Silva, denunciado como sendo o atirador.

Além deles, Deivisson Bulhões da Rosa Santos, 30, foi preso no dia 12 de julho. Ele admitiu que participou do crime e que teve como função dirigir o carro que levou a vítima ao local da morte.

O delegado Ronilson Medeiros, da Divisão Especial de Investigação e Captura (Deic), da Polícia Civil, disse que o quarto suspeito ficou responsável por levar Deivisson e Jalbes até a emboscada, na Santa Lúcia, e trazê-los de volta após a execução, em Rio Largo. “As informações sobre ele foram passadas pelo Jalbes e pelo Deivisson”.

O suspeito negou envolvimento no crime e disse que foi levar Jalbes e Deivisson na Santa Lúcia, deixou o local e depois foi buscá-los em Rio largo, mas que não sabia do crime. “Estava com o carro emprestado. Deixei eles e fui resolver minhas coisas. Depois o Jalbes me ligou e fui buscá-los. Fiquei esperando na pista e não vi o que aconteceu”.

Oliveira falou que fugiu depois que Jalbes foi preso por medo de ser envolvido no caso.

Motivação para o crime
Com a prisão de Oliveira, chega a quatro o número de presos envolvidos no crime. Ao todo, a polícia afirma que o assassinato foi encomendado por R$ 6 mil.

Segundo as investigações, a vítima morreu a mando do colega de trabalho Ericksen depois de descobrir que ele havia feito desfalques de R$ 12 mil a R$ 15 mil na empresa.

O delegado não descarta também que o crime tenha sido motivado por ciúmes porque o mandante queria assumir o cargo da vítima na empresa.

G1 AL