Polícia indicia mãe e filha suspeitas de aplicar golpe em paciente do HGE

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Duas mulheres foram indiciadas por suspeita de envolvimento em um golpe aplicado em janeiro deste ano na família de um paciente que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pela Polícia Civil (PC).

As duas mulheres foram identificadas como Edilma Farias da Silva Lopes e Estephany Raiany Farias da Silva.

Elas são mãe e filha e moram na cidade de Rondonópolis, no Mato Grossoe irão responder por estelionato e extorsão mediante fraude.

A polícia ainda investiga uma terceira pessoa, um homem, que seria responsável por abordar e receber os depósitos bancários das vítimas.

O golpe foi denunciado pela esposa do paciente, Lucélia Lopes da Silva no dia 20 de janeiro. Ela contou que, no dia anterior, recebeu uma ligação de uma pessoa se passando por um médico do hospital, que usou informações do prontuário para cobrar dinheiro que, segundo a pessoa no telefone, seria utilizado para alguns exames de urgência.

O suposto médico disse que esses exames até poderiam ser feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas demorariam. A família do paciente, então, depositou um valor de R$ 1.500. Depois, a mesma pessoa voltou a ligar pedindo mais dinheiro, R$ 1.280, para a compra de medicamentos, o que gerou desconfiança das vítimas.

“Fomos ao banco para poder resgatar o valor, mas um deles nós não conseguimos. Ele voltou a ligar para dizer que eu tinha sido esperta e que ele não conseguiu tirar todo o dinheiro, mas que enquanto tivesse pessoas idiotas como eu, ele sobreviveria”, relatou Lucélia.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Robervaldo Davino, titular do 6º Distritio Policial (DP), várias diligências foram feitas no hospital e no banco após a denúncia da família. As investigações apontaram que Edilma Farias era a titular da conta onde o dinheiro era depositado, enquanto que a filha dela movimentava a conta. As duas foram ouvidas pela polícia do Mato Grosso.

“Assim que identificamos que a conta bancária era verdadeira, pertencia a uma agência daquela cidade e que existia movimentação financeira, entramos em contato com a delegacia especializada em roubos e furtos do MT, e por carta precatória, Edilma e Estephany prestaram depoimento”, explica o delegado Davino.

No depoimento, Estéphany disse que havia sido procurada por um homem identificado apenas como “Digão”, e que ele pediu que ela cedesse uma conta bancária. O golpista ficava com 70% dos valores, enquanto que a dona da conta Estéphany ficava com os 30% restantes. Na conta da suspeita haviam sido realizados vários depósitos, entre eles um de R$ 30 mil.

O delegado faz um alerta para que as pessoas não realizem esses depósitos e que procurem a polícia caso recebem alguma ligação telefônica desse tipo.