No Rio, Grace Jones fuma maconha da plateia e beija fãs na boca

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Antes de Lady Gaga surgir com seu visual andrógino, de Beyoncé advogar pelos direitos negros e de Rihanna se tornar uma femme fatale nos palcos, havia Grace Jones. Musa de Andy Warhol e ícone da pop arte, a modelo e cantora jamaicana mostrou no último sábado, durante apresentação no Festival Back2Black, que continua tão irreverente e potente quanto nos anos 1970. Ao longo de duas horas, Grace cantou, dançou, rebolou, fumou maconha da plateia (“Eu sinto o cheiro de tudo!”), beijou pelo menos três fãs na boca e ainda provocou o público com celular em riste: “Você pode tirar uma selfie quando estiver me chupando”.

Expoente da disco music e figura exuberante crescida na Nova York do Studio 54, Grace Jones subiu ao palco da Cidade das Artes para um público de 1.200 pessoas, após mais de 20 anos sem se apresentar na capital carioca. Aos 68 anos e com uma boa forma surpreendente, ela entrou com o corpo coberto por pinturas africanas que faziam alusão ao trabalho de Keith Haring (1958 – 1990), seu amigo íntimo e colaborador das antigas. Ao longo da apresentação, entre inúmeras trocas de figurinos e perucas, a artista intercala números musicais com momentos de quase comédia stand up, em que arrisca algumas palavras em português (“Sapato!”), joga os saltos para trás da cortina e reencena uns tropeções aqui e ali.

Na setlist, que deixou de fora sua versão de “La Vie En Rose” (Édith Piaf), sucessos como “Slave To The Rhythm”, “My Jamaican Guy”, “Love Is The Drug” e “Pull Up To the Bumper” seguraram a plateia composta por jovens dançantes e admiradores sentados no camarote. Figuras como Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, Alinne Moraes e Mauro Lima, Cris Vianna e Luiz Roque se empolgavam com a apresentação, que ainda incluiu uma performance no bambolê, um dançarino seminu fazendo pole dance e um chapéu que se transformava em globo de luz. Piadas não faltaram, como no momento em que Grace assoou o nariz no palco e explicou: “Eu preciso tirar essas coisas, ou não consigo cantar. E não é cocaína – ainda!”, riu.

Headliner do festival dedicado à cultura negra, Grace dividiu o line-up com atrações como Deize Tigrona, Baiana System, Rico Dalasam, MC Linn da Quebrada, Daúde, Dream Team do Passinho e a festa Batekoo. Os ingressos, que custavam de R$ 50 a R$ 400, davam direito apenas ao show da jamaicana, após uma mudança de infraestrutura no evento, que tornou o resto da programação gratuita.

 

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21/11/2016

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