Fred, enfim, se despede do Flu, vê ferida e não espera apoio do torcedor: Vão me xingar

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Foram sete anos e três meses, praticamente 300 gols e uma relação que, ao seu fim, mesmo com toda a reverência de ambos os lados, deixou uma ferida. Com um dia de atraso, Fred chorou, se mostrou forte e, enfim, se despediu do Fluminense em entrevista coletiva nesta sexta-feira, nas Laranjeiras. Com contrato até 2018, o atacante irá construir agora a sua história no Atlético-MG.

Ele não espera compreensão por parte da torcida tricolor.

“O torcedor não vai entender a diretoria e vai me xingar de todos os nomes”, admitiu o atleta de 32 anos.

Fred revelou ter negado até mesmo uma oferta da China para se aposentar no Flu, mas explicou que a situação não se encaminhou como planejava e, por isso, resolveu encerrar a sua passagem no clube carioca.

“Não tem a ver com dinheiro nisso. Estou saindo porque não estava dando para ficar. Comecei a sentir que não estava ficando fácil, simples as coisas. Não comigo. Eu estava bem, podia sentar no meu contrato de mais dois anos e ficar tranquilo. Mas não é meu perfil. Se o problema fosse dinheiro, tive outra proposta milionária há dois meses”, detalhou.

Ele ainda completou que a gravidez de sua esposa pesou em sua volta a Belo Horizonte.

“Mas não é dinheiro a questão. Vou ser pai em breve outra vez e não quero ficar longe. Queria ficar, encerrar minha carreira, mas infelizmente não deu”, finalizou.

A exemplo de quinta-feira, o presidente Peter Siemsen esteve mais uma vez na entrevista e prometeu reverter o valor de US$ 1,5 milhão em investimento no próprio elenco. “Essa economia com a saída do Fred vai ser desdobrada em investimento no próprio time”, disse.

A rescisão de contrato com o Flu e o registro no Atlético-MG foram publicados no BID (Boletim Informativo Diário) minutos antes da entrevista coletiva no Salão Nobre das Laranjeiras.

Conforme revelado pelo blogueiro e comentarista dos canais ESPN, Mauro Cezar Pereira, somente as garantias financeiras separavam o anúncio do acordo.

Bicampeão brasileiro e campeão carioca, o centroavante deixa as Laranjeiras como um dos grandes ídolos da história tricolor, após pouco mais de sete anos. No período, foram 172 gols marcados em 288 partidas. Eles foram responsáveis assegurar a sua presença em duas Copas do Mundo (2006 e 2014).

No Atlético-MG, ele reencontrará o ex-companheiro de seleção Robinho. A parceria construída em 2006 e interrompida em 2011 será agora retomada.

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