Família faz campanha para ajudar bebê com alergia à proteína do leite e plagiocefalia

Arthur tem 4 meses 
Arthur tem 4 meses

O pequeno Arthur, de 4 meses, vive uma verdadeira luta em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O bebê, que nasceu prematuro, precisou passar por uma cirurgia no pulmão com poucos dias de vida e, depois, foi diagnosticado com alergia à proteína do leite (APLV). A lata do leite especial que o menino pode tomar custa R$ 110 e dura apenas dois dias. A família ainda não conseguiu ajuda do governo para bancar essa despesa. Agora, os médicos descobriram que Arthur também tem plagiocefalia, uma deformidade craniana em que a cabeça do bebê fica assimétrica.

Para corrigir o problema, será necessário fazer o tratamento em uma clínica especializada, em São Paulo, e usar uma órtese que custa cerca de R$ 15 mil, mas a família não tem como pagar o tratamento. Por isso, amigos e familiares promovem uma “vaquinha” virtual, que arrecadou cerca de R$ 800 dos R$ 15 mil necessários.A mãe de Arthur, Thays Santiago, de 28 anos, trabalhava como auxiliar administrativo, mas foi demitida quando estava grávida:— É tudo muito complicado. Foi muito estressante perder o emprego e tive pré-eclâmpsia na gestação. Ele nasceu bem, mas precisou ir para a UTI para ficar em observação e logo depois foi operado.

figcaption>Bebê tem alergia á proteína do leite Foto: Arquivo pessoal

Depois do diagnóstico de plagiocefalia, a gaúcha procurou tratamento na rede pública para o filho, porém, não conseguiu:

— Consegui uma passagem para São Paulo e vou levá-lo na segunda-feira para uma consulta em clínica particular, que mostrará o grau da plagiocefalia e o preço do capacetinho que ele vai ter que usar. Não consegui esse tratamento na rede pública, pelo SUS. Apenas essa primeira consulta será de graça, mas vou ter que ir de 15 em 15 dias para São Paulo com ele durante todo o tratamento, que vai durar pelo menos três meses. Disseram que a órtese que ele vai ter que usar é importada, que não é fabricada no Brasil, e custa no mínimo R$ 15 mil.

Thays e o marido, Daniel Fraga, que trabalha como treinador de cavalos, já venderam o carro e tudo o que tinham para pagarem as despesas do Arthur. O casal também tem outros dois filhos: Bernardo, de 7 anos, e Lavínia, de 3.

— Estamos vivendo graças à ajuda da família, amigo e conhecidos. Uma associação se mobilizou e conseguiu parte do dinheiro que precisamos para a órtese. Já fiz rifas, pedi dinheiro na rua e amigos fazem umas campanhas pelas redes sociais para arranjar o leite que ele precisa.

Apesar de todas as dificuldades, Thays se sente esperançosa:

— Não tem uma receita para conseguir passar por isso tudo, mas tenho fé de que tudo vai se resolver.

A campanha “Ajuda para o Arthur” é feita pelo site “Vakinha”.

Site: extra.globo