Empresa irregular de água mineral é submetida a regime especial de fiscalização

Sefaz havia notificado contribuinte, mas desconformidades tributárias continuaram

Instrução Normativa submete empresa de água mineral ao Regime Especial de Controle e Fiscalização por descumprimento à legislação tributária estadual.
Instrução Normativa submete empresa de água mineral ao Regime Especial de Controle e Fiscalização por descumprimento à legislação tributária estadual.

A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL) publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (15), a Instrução Normativa nº 31/2016 que submete uma empresa de água mineral ao Regime Especial de Controle e Fiscalização por descumprimento à legislação tributária estadual. Com a penalidade, o contribuinte passa a recolher o ICMS no momento em que sua produção sai da fábrica.

A empresa é beneficiária do Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado de Alagoas (Prodesin) – que permite o pagamento do ICMS com carga tributária diferenciada – mas deixou de recolher o tributo de forma regular por vários meses consecutivos e, mesmo intimada para corrigir as irregularidades, continuou atuando em desconformidade com a legislação tributária vigente.

O regime terá validade de um mês e atende à solicitação do Sindicato da Indústria de Engarrafamento de Água de Alagoas (Sindágua/AL) no sentido de preservar a competitividade do setor.

O presidente do Sindicato, Juarez Ferro, explica que a empresa penalizada calcula um custo de produção muito abaixo do real e, em cima desse valor, faz o recolhimento do tributo, pagando quase quatro vezes menos em relação às empresas que atuam de forma regular.

“As empresas que trabalham com o envasamento de água mineral gastam cerca de R$ 1,20 para produzir um garrafão, enquanto a empresa penalizada vinha informando um custo de R$ 0,50 para realizar o cálculo do imposto. Com isso, o imposto pago chega a ser quatro vezes menor, uma diferença significativa que prejudica a comercialização dos produtos às distribuidoras pelas demais empresas do segmento”, explicou Juarez Ferro.

O superintendente da Receita Estadual, Francisco Suruagy, ratifica que é dever do Fisco Alagoano proteger o bom contribuinte e a livre concorrência exigindo a regularidade tributária.

“Para instituirmos o regime especial à referida empresa, fizemos levantamento sobre os custos de produção do segmento e avaliamos o histórico fiscal do contribuinte. A partir de agora, a empresa fica obrigada a pagar o ICMS de forma antecipada e o Fisco terá controle de todas as entradas e saídas de mercadorias, inclusive de estoques e selos fiscais”, concluiu o superintendente.

Sâmia Laços – Agência Alagoas.