Cientistas desenvolvem nova técnica de diagnóstico para Alzheimer

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equipe de cientistas dos Estados Unidos desenvolveu uma nova técnica de diagnóstico por imagem para o cérebro, aplicável para doenças como o Alzheimer, segundo publicou nesta quarta-feira a revista especializada “Science Translational Medicine”.

Os resultados da pesquisa, liderada pela Universidade de Yale, em Connecticut, poderão ser aplicados para se obter um melhor diagnóstico de transtornos e doenças cerebrais comuns, não só o Alzheimer, mas também de outros transtornos neurodegenerativos e da epilepsia.

A novidade da técnica é analisar mais a fundo as sinapses, ou seja, a transmissão do impulso nervoso, que até o momento só podia ser analisada durante uma autópsia após a morte do paciente.

“Esta é a primeira vez que temos medidas de densidade sináptica em seres humanos vivos. Até então, todas as medidas de densidade de sinapses eram após a morte”, explicou o professor de radiologia e biomedicina pela imagem que liderou o estudo, Richard Carson.

Com este método é possível pode descobrir o número de sinapses e sua densidade em cérebros vivos, e então se obterá muita informação sobre os transtornos cerebrais.

O novo exame é uma combinação entre técnicas bioquímicas e o diagnóstico conhecido como PET (tomografia por emissão de pósitrons), o mais utilizado atualmente para o Alzheimer.

Assim foi desenvolvido um composto químico que é injetado no paciente para que atue como marcador radioativo, ou seja, para que desenhe a trajetória das reações que ocorrem no cérebro.

Com o exame de diagnóstico PET, os cientistas recopilam esse “traço” que depois decifram através de cálculos matemáticos. Esta técnica já foi testada em macacos e humanos, e em ambos os casos foi comprovadamente efetivo.

As potenciais aplicações dessa descoberta são muitas, principalmente para o Alzheimer, a desordem neurodegenerativa progressiva mais comum, que implica a perda da memória, da fala, do controle emocional e da habilidade de raciocinar e tomar decisões lógicas.

Cerca de 90% do que se conhece sobre o Alzheimer atualmente foi descoberto nos últimos 15 anos, desde que as pesquisas passaram a focar no cérebro.

saude.terra.com.br
20/07/16