Cerest discute cobertura dos agravos referentes ao trabalho

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O Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest/Maceió) ligado à Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) realiza nesta quarta-feira (15), das 8h às 17h, o I Encontro Regional das Referências Técnicas em Saúde e Segurança do Trabalho dos 28 municípios alagoanos localizados nas 1ª, 4ª e 5ª regiões de abrangência do órgão. O evento acontece no auditório do Conselho Regional de Psicologia (CRP), localizado à Rua Professor José Silveira Camerino, 78, Farol.

O grande objetivo do encontro é melhorar a qualidade e ampliar a cobertura do registro das notificações das 13 doenças e agravos relacionados ao trabalho que compõem a lista de prioridades no país. O assunto será discutido com profissionais de saúde inseridos no SUS trabalhadores, empregadores e estudantes.

Os Cerests, no âmbito de um determinado território, são pólos irradiadores do conhecimento sobre a relação processo de trabalho x processo saúde-doença, com responsabilidade de oferecer suporte técnico e científico às demais unidades do SUS, em especial as da Atenção Básica. Tais Centros detêm a responsabilidade de notificar, investigar e dar respostas sensíveis aos agravos relacionados ao trabalho, visando o controle e melhoria das condições deste.

Os acidentes de trabalho têm expressiva morbimortalidade, sendo um importante problema de saúde pública. No Brasil, agravos relacionados ao trabalho representam aproximadamente 25% das lesões por causas externas atendidas em serviços de emergência e mais de 70% dos benefícios acidentários da Previdência Social. Há grande sub-registro do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) e os dados mais amplamente utilizados, da Previdência Social, são parciais, restritos aos trabalhadores segurados que perfazem apenas um terço da população economicamente ativa ocupada.

Dados do MTPS

De acordo com os dados de 2014, últimos disponíveis pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), em 2014 foram contabilizados 704,1 mil acidentes de trabalho em todo país, sendo 2.783 mil mortes e 251,5 mil afastados por mais de 15 dias. Esse número foi 3% inferior aos 725,6 mil acidentes em 2013.

Os números do Ministério mostram que a predominância é de homens jovens nas ocorrências registradas no Brasil. Do total de 704,1 mil acidentes e doenças do trabalho comunicados ao MTPS em 2014, 68% dos acidentados são homens (478,9 mil), a maior parte na faixa etária de 25 a 29 anos (80.5 mil).

Neste mesmo tempo, 225,2 mil trabalhadores foram vítimas de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho, ou, 32% do total, a maioria mulheres com idade entre 30 e 34 anos.

ASCOM/SMS