Alerta de emergência para zika será mantido no Brasil, diz ministro

Ministro da Saúde Ricardo Barros fez anúncio em Manaus, nesta quarta (23). Ele comentou sobre casos de zika e preocupação com saúde indígena.

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta quarta-feira (23) que o Brasil vai manter o alerta de emergência para o vírus da zika, mesmo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciar que o vírus e os transtornos neurológicos associados não são mais uma emergência sanitária internacional. A declaração foi dada em Manaus, onde Barros está em visita para  inaugurar Unidades Básicas de Saúde Fluvial.

As infecções pelo zika apresentaram redução de 85% neste ano no Brasil, em relação a 2015.

“Como no Brasil nós temos o maior número de casos, nós mantemos a emergência. Vamos continuar em alerta máximo, acompanhando como será a incidência do zika neste verão, acompanhando as crianças que nascem nesse período, para ver não só se têm microcefalia, mas se durante o seu desenvolvimento encontram outros problemas neurológicos decorrentes da infecção de zika pela mãe”, afirmou o ministro Barros.

A OMS anunciou na sexta-feira (18) que o vírus da zika não é mais uma emergência sanitária internacional. A organização afirmou que tem dado uma “robusta reposta ao vírus” e que um novo grupo será escalado para criar um programa de combate a longo prazo nos países afetados. Neste ano, a epidemia afetou mais de 75 países e, no Brasil, gerou mais de 200 mil casos reportados ao Ministério da Saúde.

A organização disse ainda que deverá continuar com “ação endurecida” contra as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Novas pesquisas
Outra preocupação é referente a um estudo dos Centros de Controle e Prevenção das Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) publicado na terça-feira (22). De acordo com a pesquisa, alguns bebês infectados pelo zika nascem aparentemente saudáveis, mas têm malformações cerebrais e depois desenvolvem a microcefalia.

O estudo descreve 13 casos nos estados de Pernambuco e Ceará de bebês cujas mães tiveram zika durante a gravidez. Destes, 11 desenvolveram microcefalia mais tarde. O novo trabalho é o primeiro a mostrar o desenvolvimento de sintomas após o nascimento.

Sobre o estudo, o ministro afirmou que deve continuar a investir em pesquisas no país. “Nós insistiremos na pesquisa. O Brasil hoje é o país que mais detém conhecimento sobre o zika no mundo e nós vamos continuar investindo para poder continuar prestando a maior atenção possível a essas crianças. Já estruturamos um número enorme de centros de recuperação, preparados para fazer a estimulação precoce dessas crianças”, disse.

Inauguração
Barros esteve no Amazonas para a entrega de cinco novas Unidades Básicas de Saúde Fluvial (UBSF). Os postos foram inaugurados nas cidades de Parintins, Barreirinha, Anamã, São Paulo de Olivença e um no Pará. As unidades devem oferecer atendimento odontológico, clínico geral, exames de preventivos, vacinas e pré-natal para ribeirinhos e comunidades indígenas.

“Estamos fazendo aqui um lançamento de um plano de ação para melhorar a saúde indígena. Estamos fazendo reuniões regionais para que com isso possamos produzir um papel preponderante dos indígenas, dando solidariedade e atendendo como eles como merecem”, comentou.

As UBSFs fazem parte da proposta para reduzir em 20% a mortalidade indígena em cinco anos. “Estamos trabalhando para melhorar os índices do atendimento indígena. Estamos debatendo sobre isso e temos certeza que vamos trazer um plano novo para melhorar isso. (…) Pretendemos ampliar esse atendimento com associação de esforços entre Estado, município e União. Que possamos melhorar ao longo do tempo”, completou.

g1

23/11/2016

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