Afastado, Washington Luiz volta a receber gratificações

Desde que foi afastado pelo CNJ, desembargador estava recebendo somente o salário referente a sua função

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Em sessão realizada na terça-feira (22), o pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) decidiu tornar a pagar as gratificações ao desembargador Washington Luiz. Esses pagamentos estavam suspensos desde a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em afastá-lo de suas funções como magistrado e como presidente do Poder Judiciário estadual, em junho deste ano. Por isso, ele estava apenas recendo o salário como desembargador: R$ 30.471,10. Em outubro, ele recebeu R$ 3.351,82 a mais como “verbas eventuais”.

A volta dos pagamentos das gratificações – auxílio-moradia, no valor de R$ R$ 4.377,73 e auxílio-alimentação, no valor R$ 667,80 e o exercício da Presidência do TJ-AL – serão retroativos. Ou seja, Washington Luiz vai receber todos os “atrasados” desde o afastamento via CNJ.

A reportagem da Tribuna Independente tentou contato com a assessoria de comunicação do TJ-AL para saber os argumentos dos desembargadores e se essa decisão não entra em choque com a do CNJ, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

A decisão do TJ-AL não foi unânime e Washington Luiz segue afastado até o final das investigações.

O CNJ abriu três procedimentos administrativos disciplinares contra o desembargador por suspeita de uso o cargo de presidente do TJ-AL para ajudar aliados políticos e participar de um esquema fraudulento na compra de merendas escolares em 57 municípios de três estados: Alagoas, São Paulo e Rio Grande do Sul. Ele também teria beneficiado seu ex-genro Cristiano Matheus (PMDB), prefeito de Marechal Deodoro, e o prefeito de Joaquim Gomes, Antônio de Araújo Barros.

Tribunahoje

23/11/16

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