Acusado de matar empresário em Maceió é condenado a 19 anos

Ele havia sido absolvido em 2013, mas MP apelou e réu foi julgado de novo. Marcos Paulo da Silva é apontado por matar Fernando Mattedi em 2010.

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O acusado de matar o empresário capixaba Fernando Mattedi Tomazzi, morto com um tiro na cabeça em setembro de 2010, no bairro do Jacintinho, em Maceió, foi sentenciado por júri popular a cumprir pena de 19 anos e 6 meses de prisão pelo crime. A defesa ainda pode recorrer.

O réu Marcos Paulo da Silva, o “Marquinhos”, já foi absolvido por este mesmo crime no ano de 2013, mas como o Ministério Público recorreu, ele teve que ser julgado novamente. Desta vez, ele não compareceu ao Fórum.

A pena foi fixada pelo juiz Geraldo Amorim, que presidiu a sessão.

A viúva da vítima, Hornella Giurizatto Libardi, de 37 anos, foi condenada a 23 anos e seis meses por planejar o crime.Ela foi encontrada morta na cela em que cumpria pena pelo homicídio no ano passado. As investigações concluíram que ela se matou.

De acordo com a acusação, Hornella foi a mandante do crime, com o objetivo de ocultar uma traição e os gastos que fizera usando cartões de crédito do marido, em benefício do homem com quem mantinha relação extraconjugal. Além da viúva, uma mulher identificada como Rosineide e conhecida como “Neidinha”, foi condenada a 16 anos e seis meses de prisão.

Durante o julgamento desta segunda, a acusação destacou o depoimento do próprio réu à Polícia Civil, quando ele teria confessado sua participação no crime dando apoio a Marcos Henrique dos Santos, o “Binho”, que teria efetuado o disparo que matou o empresário. Marquinhos teria afirmado que recebeu R$ 250 pelo apoio.

Em depoimento durante a instrução do processo, contudo, Marcos Paulo negou envolvimento com o crime e afirmou ter sido coagido pela polícia.

No entanto, o MP afirma não haver dúvidas na participação dele no crime. “A prova dos autos como um todo nos leva a certeza da participação do réu de forma ativa na execução da vítima”, disse o promotor José Antônio Malta Marques.

O advogado de defesa, Juarez Ferreira, destacou depoimentos que apontam o não envolvimento de Marcos Paulo no crime. “As provas, todas elas, condizem que quem matou foi o Binho com o Matado (marido de Rosineide, Claudemilson Sátiro de Oliveira)”, afirmou Ferreira.

Ainda de acordo com o advogado, ele não compareceu ao julgamento porque é pobre. “Não foi possível ele estar aqui porque é uma pessoa humilde, pobre, na forma da lei”, disse Ferreira.

Entenda o caso
Fernando Mattedi Tomazzi foi assassinado com um tiro na nuca dentro do carro, na Grota do Pau d’Arco, no Jacintinho. Antes disso, o casal seguia com o veículo pelo bairro de Cruz das Almas, quando o automóvel foi interceptado por dois homens, que forçaram Hornella a dirigir até o local do homicídio.

Hornella foi apontada como suspeita no crime logo no começo das investigações da polícia. Segundo o inquérito, ela teria um amante e, para se livrar do marido, teria planejado a morte do empresário.

Segundo as investigações, Tomazzi deixou o Espírito Santo depois de delatar para a Justiça um esquema de sonegação fiscal envolvendo grupos poderosos do estado. Ele chegou a ser preso pelo mesmo crime, fechou uma empresa fornecedora de café no município de Colatina (ES) e se instalou, cinco meses antes de ser morto, no bairro de Garça Torta, em Maceió, para atuar no ramo de exportação.

g1

21/11/2016

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