8 Dicas para tirá-la de vez da sua cabeça 

Está difícil esquecer aquela mulher de uma vez por todas? Veja como a ciência pode nos ajudar superar uma pessoa pra valer

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Não caia no jogo da culpa. FOTO: Think Stock

Aquela mulher não sai mais da sua cabeça? Bem, às vezes um final conturbado, uma traição ou mesmo uma mentira silenciosa são capazes de mostrar ao homem que a visão da queda nunca faz jus à verdadeira descida ao fundo do poço. Mas a vida é feita de altos e baixos, e quase sempre o drama está nas vistas de quem olha para baixo.

“A maioria de nós sabe que ficar ruminando a situação faz mal tanto para o corpo quanto para mente”, garante Donna Jackson Nakazawa, especialista em Políticas Públicas pela Duke University. Segundo ela, entretanto, há diversos estudos que apontam que este tipo de comportamento é fruto de uma mente infeliz que precisa de ajuda. “A química que ingerimos e liberamos no organismo quando não esquecemos a situação por horas, dias ou meses é bem pior do que aquilo que as trouxeram à tona.”
Em um artigo publicado pela Psychology Today, Donna publicou diversas ideias poderosas com base em ensinamento de líderes em psicologia da atenção e meditação. Veja a seguir oito dicas que podem te ajudar a deixar o passado definitivamente para trás e seguir em frente.
1. Fale menos e aja mais. Esse deve ser um lema pessoal. Falar menos e deixar o tempo correr, especialmente quando se está lidando com uma pessoa difícil e reativa, é uma decisão inteligente. Assim você se permite ficar mais calmo e deixa que as coisas tenham oportunidade de passar. Diante das semanas, meses e anos, aquela pessoa que não saía dos seus pensamentos geralmente desaparece.
2. Aguente firme para ver o que vai acontecer em seguida. Por que não? Afinal, quando sentimos a necessidade responder a pessoas e situações difíceis logo de cara, isso explica em parte por que pensamos demais antes de reagir. Talvez valha a pena você se dar permissão para esperar e ver o que acontece. Experimente!
3. Não caia no jogo da culpa. Ficar remoendo coisas que já aconteceram pra tentar achar alguém (até você mesmo!) pra botar a culpa não vai trazer nada de bom. Mal entendidos e coisas ruins costumam acontecer por causa de uma série de eventos interligados, como no efeito dominó. No fim das contas, ninguém é completamente culpado pelo que aconteceu. Basta ligar os pontos para perceber que primeiro houve isso, depois aconteceu aquilo, e eventualmente as coisas chegaram aonde chegaram.
4. Neutralize sua raiva. Nem sempre (ou melhor, quase nunca) o outro está sentindo a mesma coisa que você. Nossa raiva cria uma “nuvem” de emoção que nos impede de responder de forma produtiva e convincente. Neste sentido, a raiva que a gente mesmo carrega é nosso maior problema. Sabendo disso, antes de lidar com qualquer outra pessoa, dê um jeito na sua própria condição emocional: faça exercícios, uma caminhada longa, ou medite.Deixe a poeira abaixar…
5. Não fique tentando “sacar” os outros. Coloque-se no outro lado da equação: e se alguém estivesse tentando adivinhar seus motivos e o que você está pensando agora: será que conseguiria acertar? Sim, as chances são extremamente altas de você estar errado. Ou seja, todo aquele tempo ruminando foi uma perda de tempo total!
6. Seus pensamentos não são fatos. Não caia na tentação inocente de acreditar em tudo aquilo que passa pela sua cabeça – isso não tem nada a ver com confiar em si mesmo. Pensamentos estão bastante sujeito às emoções, ou seja, o julgamento que você faz dos fatos é totalmente influenciado pela ansiedade, medo, estresse, ou qualquer sentimento que esteja dominando seu organismo no momento. Grave na memória: apesar das emoções que sentimos serem reais, nem sempre elas correspondem à realidade.
7. Você nunca vai ser capaz de retroceder o tempo. Quando remoemos eventos passados, geralmente procuramos saber o que poderíamos ter feito diferente para evitar um resultado lamentável ou desacordo sonoro e desvairado. Mas o que aconteceu ontem é tão passado quanto o que aconteceu há mil anos. Não dá pra mudar o que já aconteceu, você não é capaz de alterar o que rolou na semana passada.
8. Perdoe, para o SEU bem. Segundo o psicólogo Jack Kornfield, “não é necessário ser leal com o seu sofrimento”. Às vezes somos tão fieis ao nosso sofrimento que “acabamos focando no trauma do que aconteceu comigo. Sim, aconteceu. Sim, foi horrível. Mas é isso que te define?” O perdão não é uma coisa que se faz só pra aliviar a barra da outra pessoa. Perdoamos para conseguir viver livres do sofrimento agudo que aparece junto com o apego ao passado. Em outras palavras, Kornfield afirma, “perdoe por você.”
areaH