Marx comemora crescimento da indústria, mas cobra reforma tributária para melhorar desempenho da economia

A atividade da indústria brasileira melhorou em agosto, informou hoje (1), a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa Indicadores Industriais, o faturamento do setor aumentou 0,6% em relação a julho, na série livre de influências sazonais. Foi o terceiro aumento consecutivo do índice.

O coordenador da bancada federal alagoana em Brasília, deputado federal Marx Beltrão, avaliou o incremento da atividade industrial brasileira como positivo, mas afirmou que “esta curva crescente de nossa economia necessita de medidas que lhe dê suporte e faça com que este crescimento seja sustentável. Neste contexto, a reforma tributária a ser debatida e aprovada pelo Congresso dará uma contribuição decisiva e enorme para nosso crescimento econômico” afirmou o parlamentar.

Após a reforma da previdência, a reforma tributária é uma das mais importantes matérias a ser discutida pelo Congresso Nacional. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prorrogou até o dia 10 de outubro o prazo para que os parlamentares apresentem emendas à proposta de reforma tributária (PEC 45/19). Esta é a quarta vez que o prazo é prorrogado. O prazo anterior terminava ontem (26). Do mesmo modo, o governo federal também prepara um projeto de reforma tributária de sua autoria, o qual deverá ser submetido também à análise dos deputados e senadores.

“Os bons índices da indústria são dignos de comemoração sim, mas ainda precisamos avançar mais. Não tenho dúvidas de que a reforma tributária, feita de modo justo e sem aumento de impostos, vai desonerar o setor produtivo, maximizar a arrecadação e fazer com que o sistema tributário nacional seja justo e eficiente. Precisamos desta reforma com urgência”, enfatizou Beltrão.

Crescimento da Indústria

As horas trabalhadas na produção também cresceram 0,6% em agosto frente a julho, na série de dados dessazonalizados. A utilização da capacidade instalada cresceu 0,1 ponto percentual e alcançou 78,1%. Mesmo com o desempenho positivo de agosto, os índices de atividade estão próximos aos de 2018, ano que foi fraco para a indústria, observa a CNI. “Os índices de faturamento, horas trabalhadas e utilização da capacidade instalada seguem inferiores aos registrados em agosto do ano passado”, aponta a pesquisa.

Na comparação com agosto do ano passado, o faturamento teve queda de 5,7%, as horas trabalhadas na produção recuaram 1,3%, e a utilização da capacidade instalada ficou 0,2 ponto percentual menor do que a do mesmo mês do ano passado.

Em agosto, o emprego aumentou apenas 0,1%, a massa real de salários diminuiu 0,7%. O rendimento médio real dos trabalhadores recuou 0,4% na comparação com julho, considerando as séries com ajuste sazonal. Em relação a agosto do ano passado, o emprego teve queda de 0,2%, a massa real de salários encolheu 1,2% e o rendimento médio do trabalhador caiu 0,9%.

“A expectativa é que o ritmo atual de recuperação se mantenha nos próximos meses. Não há, contudo, perspectiva de aceleração desse movimento, de forma que o resultado da indústria para 2019 dificilmente irá se descolar muito do de 2018. A indústria ainda tem estoques em excesso e não há expectativa que a demanda se acelere muito até o fim do ano, limitando o ritmo de atividade do setor”, explicoui o economista da CNI Marcelo Azevedo.